Cuidados

Conheça a shantala, a massagem indiana em bebês

Massagem aproxima mãe e bebê, estabelecendo uma bela relação de afeto. Foto: Shutterstock

Além de relaxar e acalmar o bebê, a shantala ainda ajuda a evitar problemas como cólica e prisão de ventre.

Massagear o bebê pode ser uma ótima forma de aumentar o afeto e a ligação entre mãe e filho. Mas a prática também ajuda prevenir alguns problemas comuns a afetar os pequenos, como cólicas e prisão de ventre. A shantala, técnica indiana de massagem, traz diversos benefícios e pode ser feita desde o primeiro mês de vida da criança. Saiba a seguir como ela funciona e como aplicá-la.

Conheça a massagem shantala

A técnica surgiu na Índia e é feita no mundo todo devido aos seus benefícios. A shantala possibilita aproximar ainda mais mãe e bebê, pois cria um vínculo forte de afeto. Ela transmite confiança, segurança e conforto para a criança, sendo bastante simples e fácil de se fazer, mas com algumas regras básicas a se seguir.

Existem diferentes tipos de massagem, que variam na forma de fazer e também nos seus benefícios. Ela pode ser feita, por exemplo, para relaxar o bebê, para prevenir e aliviar cólicas ou ainda para melhorar a respiração, caso a criança esteja resfriada ou com o nariz entupido.

A shantala proporciona um sono mais tranquilo e relaxado para o bebê, além de ajudar a liberar os gases e prevenir cólicas e prisão de ventre. A técnica também fortalece o sistema imunológico, melhora a respiração e expectoração, diminui o estresse e ajuda a criança a conhecer o próprio corpo e a passar melhor por fases motoras, como rolar, sentar, engatinhar e andar.

Massagem aproxima mãe e bebê, estabelecendo uma bela relação de afeto. Foto: Shutterstock

Aprenda a fazer a shantala

O primeiro passo para fazer a shantala é criar uma rotina, programando a massagem para acontecer no mesmo horário todos os dias. É indicado que ela seja feita ao anoitecer, já acalmando e preparando o bebê para dormir.

Na hora da massagem, é importante que o bebê esteja bem de saúde, sem fome ou sono para poder participar ativamente do momento. A mamãe, ou qualquer outra pessoa que vá fazer a shantala, também deve ter alguns cuidados, a começar pela temperatura das mãos, que deve ser aquecida com água morna ou então esfregando uma na outra.

Para aplicar a técnica é indicado utilizar um óleo para massagear o corpinho do bebê. Para ajudar na escolha, ele deve ser vegetal e não mineral, como os de amêndoa-doce, coco, girassol e uva.

Os movimentos da massagem devem ser repetidos várias vezes, deslizando as mãos por todas as partes do corpo da criança. Você pode começar pela área do peito e barriga do bebê, passando as mãos abertas de forma leve e devagar.

Depois, vá para os bracinhos, envolvendo-os com as mãos e fazendo movimentos do ombro até o punho, várias vezes. O mesmo pode ser feito nas pernas. Nas mãos e pés do bebê, massageie com os seus polegares, indo sempre do meio em direção aos dedinhos.

Vire o bebê de costas e faça movimentos com as mãos também. O rosto e cabeça da criança podem ser massageados com as pontas dos dedos, bem leve e sem pressionar, como um carinho na pele do bebê.

A shantala deve ser feita com calma e muito amor, com a mãe e o bebê curtindo o momento. Ela vai melhorar a relação e ainda proporcionar sensação de bem-estar e calma, tanto para a criança quanto para a mulher.

Musicaterapia e Shantala

De acordo com a definição da Federação Mundial de Musicoterapia: “Musicoterapia é a utilização da música e/ou seus elementos (som, ritmo, melodia, harmonia), por um Musicoterapeuta qualificado, com um paciente ou grupo, em processo destinado a facilitar e promover comunicação, relacionamento, aprendizado, mobilização, expressão, organização e outros objetivos relevantes, a fim de atender às necessidades físicas, mentais, sociais e cognitivas.

A Musicoterapia está inscrita no CBO – Classificação Brasileira de Ocupações – sob o código 2263-05.

A Musicoterapia permite à gestante comunicar-se com seu bebê desde a gestação. O útero é um universo sonoro, o feto percebe todos os sons do corpo da mãe, voz, batimentos cardíacos, pressão sanguínea, sistema digestório, sons da articulação, do caminhar etc., como também os sons externos e as músicas.

A Musicoterapia busca desenvolver potenciais e/ou restaurar funções do indivíduo, para que ele ou ela alcance uma melhor organização intra e interpessoal e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida, através de prevenção, reabilitação ou tratamento.”

A Musicoterapia integra no currículo de seu curso 3 grandes áreas como a Medicina, com importante enfoque em neuroanatomia e neurofisiologia; Musicoterapia, os efeitos psicofisiológicos do som, e suas técnicas de atuação; e Psicologia. Constam também disciplinas como a Música, Sociologia, Filosofia, Antropologia, Psicomotricidade, Fonoaudiologia, Reabilitação, Expressão Corporal Sonoro Musical, Dinâmicas de Grupo, muito importantes para a construção do conhecimento do profissional de Musicoterapia.

É um relacionar-se desde o pré-natal, com importantes informações de acalanto que são transmitidas.

A Shantala é um canal de comunicação, um diálogo corporal através da massagem, uma troca de amor, afeto, carinho e energia, que traz calma e segurança. Melhora a percepção corporal, promove relaxamento muscular, favorece o desenvolvimento físico, motor, neurológico, intelectual e social.

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