Cuidados Maternidade

Aprenda a identificar e aliviar as Temidas Cólicas do Bebê

dicas para aliviar cólicas em recém nascidos
dicas para aliviar cólicas em recém nascidos Foto: Shutterstock

Cólicas em recém-nascidos provocam dor inédita no bebê, mas que pode ser prevenida e amenizada

Uma das maiores preocupações das mães durante os primeiros meses de vida do seu filho são as cólicas em recém-nascidos. Trata-se de um problema até certo ponto comum e que costuma ocorrer com maior frequência entre 15 dias e três meses de vida.

Cólicas em recém-nascidos são sensação nova

As cólicas em recém-nascidos raramente acontecem em bebês com mais de seis meses de idade. Trata-se de uma sensação nova para ele e que provoca muita dor. Como não poderia deixar de ser, então, o resultado é o choro, que tem característica estridente.

Os pais costumam ficar desesperados quando os bebês choram compulsivamente e, muitas vezes, têm dificuldade para identificar a razão daquele choro em meio a um turbilhão de emoções.

Sintomas das cólicas em recém-nascidos

Identificar as cólicas em recém-nascidos não é uma tarefa muito difícil, já que o bebê dá sinais claros e que são específicos dessa condição. O problema é que, em geral, os pais estão nervosos demais para prestar atenção ao quadro.

De forma geral, na ocorrência de cólica, o bebê fica inquieto e com rosto vermelho, fazendo caretas, se contorce e encolhe as perninhas até a barriguinha. Se tudo isto for observado, pode ter certeza: é um caso claro de cólicas em recém-nascidos.

Causas das cólicas em recém-nascidos

As cólicas em recém-nascidos acontecem por imaturidade do sistema digestivo do bebê, que faz com que as paredes intestinais se contraiam, relaxem sem controle e resultem em gases que levam à cólica.

Outro motivo seria uma novidade alimentar: agora, o intestino está recebendo alimento e a digestão acelera o seu funcionamento, provocando as cólicas em recém-nascidos. O movimento do intestino também precisa de um tempo para se coordenar e regularizar suas funções, lembrando que ele é preparado para receber somente o leite materno até os seis meses de vida.

Esse leite pode contribuir para que ocorram cólicas em recém-nascidos, porque dá trabalho ao intestino para digeri-lo. Caso o bebê receba outro tipo de alimentação nessa fase, as cólicas podem ser ainda piores, pois a digestão será mais difícil e exigirá um maior trabalho do intestino.

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Outros fatores que contribuem para as cólicas são a tensão ou o estresse do ambiente, que pode deixar o bebê tenso e agitado. Caso a mãe fique nervosa, ela passa essa ansiedade para o bebê. Por esse motivo, ela precisa tentar ficar o mais tranquila possível, passando segurança para a criança, junto de muito amor e carinho.

A cólica do recém-nascido é um dos assuntos mais comuns quando se fala em maternidade. E é, sem dúvidas, um dos desafios mais temidos pelos pais, já que as cólicas muitas vezes parecem invencíveis e intermináveis. Ela aparece por volta da segunda ou terceira semana de vida do bebê, e pode permanecer até o quarto mês, já que neste período o sistema gastrintestinal do bebê ainda é imaturo.

O choro é a única forma de o bebê comunicar alguma necessidade ou incômodo, como fome, fralda suja, sono, cansaço… E quando você atende a esta necessidade, o choro para! Mas, o choro da cólica parece ser diferente. O bebe chora sem parar, e é realmente muito difícil confortar ou acalmar o bebê durante as crises de cólica.

Como reconhecer um choro de cólica? Se nos primeiros 3 ou 4 meses o bebê já mamou, está com a fralda limpa, não quer dormir e não para de chorar, provavelmente é a terrível cólica o incomodando. Junto com o choro, no momento da cólica, o bebê costuma encolher e esticar as pernas, pode curvar-se para trás, e às vezes liberar gases. Se esses sinais estiverem associados a um choro intenso, aposte na presença da cólica!

Não se sabe ao certo as causas exatas da cólica, não é possível prever se ela irá acontecer ou não, nem em qual momento, qual a intensidade, e nem quando ela irá embora de fato. Cada bebê é um bebê diferente! Talvez seu primeiro bebê tenha uma cólica muito intensa, já o segundo filho não tenha nada! O que se sabe é que o período do dia mais comum que ela costuma incomodar os pequenos é no final da tarde e início da noite, com duração de 30 minutos a 1 hora. Mas, como já sabemos, cada bebê é um bebê diferente do outro. Por isso a cólica pode aparecer em qualquer horário e ter variadas durações.

Hoje existem vários medicamentos para evitar ou tratar as cólicas, muitos deles são importados, e prometem acabar com essa vilã dos bebês (e dos pais). Mas não é bem assim. Todo medicamentos deve ser utilizado apenas com indicação médica, e pode apresentar efeitos colaterais. Sendo assim, os medicamentos são recomendados apenas em último caso, em crises muito intensas de cólica, e para a crise de cólica em si, não como prevenção. Mesmo porque a cólica dura por volta de 30 a 60 minutos, mais ou menos o mesmo tempo em que os medicamentos precisam para fazer efeito. Sendo assim, quando o remédio parecer fazer efeito, na realidade, a cólica está indo embora sozinha e você deu remédio a toa para o seu bebê! Conheça o seu bebê antes de medicá-lo. Observe a duração e intensidade das cólicas dele para escolher o método que você vai utilizar para ajudá-lo a aliviar! E se decidir por qualquer método que envolva dar alguma substância para o bebê, mesmo que sejam gotinhas, mesmo que sejam fitoterápicos, converse com o pediatra antes.

Existem algumas dicas bem efetivas no alívio da cólica do bebê! Sem gasto, sem muito segredo!

Alimentação da mamãe:

 se o bebê mama no peito e começa a apresentar cólicas, você pode experimentar modificar alguns hábitos alimentares, como evitar alimentos que causam gases, assim como procurar ter uma alimentação mais saudável.

Leite artificial e mamadeira:

se o bebê toma fórmula infantil na mamadeira, é interessante que você discuta com o pediatra a necessidade de substituir a fórmula láctea por alguma especial que diminuía a chance de cólica.

Alimentação do Bebê

Sabemos que o mais indicado é que o bebe recém nascido não consuma nenhum outro alimento fora o leite materno ou as formulas indicadas pelo pediatra. Mas caso seu bebe consuma fique bem atenta e observe se, quando come algum tipo de alimento, seu bebê apresenta cólicas. Neste caso, e corte o alimento até os três meses de vida, pelo menos. Os produtos mais comuns em termos de rejeição dos pequenos são laticínios, chocolate, cafeína, frutas, sucos cítricos e alimentos condimentados.

 

Pega correta:

se o bebê mama no peito é importante que ele faça uma pega correta e evite engolir ar durante a mamada; no caso de mamadeiras, procure bicos anatômicos que evitam cólicas, e observe se o bico escolhido está adequado para o bebe para evitar que ele engula ar.

Arrotar:

A mãe deve estar atenta, pois o bebê pode engolir ar quando está sendo amamentado, e isso aumenta as dores ocasionadas por gases. Essa é a pior dor que o pequeno já sentiu e, por isso, o choro não acaba por nada. Coloque o bebê bem inclinado para se alimentar e arrotar. É muito importante colocar o bebê para arrotar após as mamadas. Pode ser que ele não arrote todas as vezes, especialmente se ele mama no peito, pois a chances de engolir ar são menores, mas é importante que ele fique pelo menos 15 minutos em posição mais elevada após mamar para que se o ar foi engolido, ele consiga arrotar. Após as mamadas, ele deve para dormir de lado.

Colinho:

não se preocupe em dar todo aconchego para o bebê no momento em que a cólica aparece. No momento na cólica, não é hora de pensar em deixá-lo mal acostumado, ele estará com dor, desconfortável, e precisa de aconchego. Tente colocá-lo no sling ou enrolá-lo em uma mantinha bem apertadinho.

Distração:

na maioria das vezes a cólica dura por volta de 30-60 minutos, e em muitos bebês ela pode ser leve. Nesses casos, a distração pode ser uma boa aliada nestes minutos de desconforto. O bebê é muito interessado em coisas novas, e pode esquecer um pouco da dor com alguma coisa que desperte o seu interesse. Neste momento você pode colocá-lo em uma posição de bruços (nos braços, por exemplo), e quando perceber, a cólica já foi embora.

Massagem e bicicletinha:

Recomenda-se ginástica com as perninhas do bebê, movimentos de dobrar e esticar as pernas do bebê, as duas juntas ou uma de cada vez, como se ele estivesse pedalando, juntamente com massagens na região da barriga. Com as mãos aquecidas e com movimentos circulares, mantenha a mão em formato de concha e utilize uma pressão suave, mas firme. Esses procedimentos podem ser feitos durante 2 minutos cada, até 5 vezes ao dia. Esta dica é bastante comum, e realmente ajuda muitos bebês!  O bebê pode liberar gases ou evacuar, o que ajuda a aliviar as cólicas.

Pele a pele:

colocar a barriguinha do bebê em contato com a pele da mãe ou do pai (ou de quem quiser ajudar) é uma ótima saída para alívio da cólica. O calor da sua pele irá esquentar a barriga do bebê e ajudá-lo a eliminar gases. Uma boa posição é deitar o bebê de bruços no seu peito. Além disso, o contato pele a pele promove um momento de afeto e aconchego ao bebê. Além da proximidade com você, ele irá ouvir sua voz e seu cheiro, que também irão ajudar a acalmá-lo.

Banho quente:

durante a cólica você pode dar um banho quentinho no bebê, num local silencioso ou com uma música relaxante, com pouca luz. Durante o banho você pode conversar baixinho com o bebê e mantê-lo relaxando dentro da banheira por alguns minutos. Este momento pode acalmar o bebê, fazê-lo lembrar da sensação intra útero, e fazer a cólica ir embora.

Barriguinha quente:

Faça compressas mornas na barriga do bebê, usando uma fralda aquecida ou bolsa com água morna. Coloque uma bolsa de água morna na barriga do bebê (envolva a bolsa em uma fralda e esteja atento à temperatura da bolsa para não queimar a pele sensível do bebê), de preferência com ele na posição de bruços. Outra opção é colocar uma fralda passada no ferro de passar roupas para esquentá-la.

Massagem aproxima mãe e bebê, estabelecendo uma bela relação de afeto. Foto: Shutterstock

Mantenha-se calma:

muitas vezes a cólica do bebê vem para arrematar um momento de muitas mudanças na rotina. Tudo ainda está se adaptando quando o bebê começa com um choro que parece inconsolável. Por isso, é preciso saber o momento de sair de cena, respirar e se acalmar. Se ainda está difícil encontrar algo que alivia a cólica do seu bebê, peça para que alguém te ajudar. Se o bebê chora muito, você fica nervosa e tensa, o bebê sente isso e vai chorar ainda mais. É preciso deixar alguém cuidar do bebê por algum tempo para você tomar um banho e acalmar-se. Muitas dicas aqui podem ser aplicadas pelo pai ou por qualquer pessoa da família que possa te ajudar! Aceite e procure este apoio!

O período da cólica chega a ser desesperador! Mas, se desesperar não vai ajudar. Pelo contrário, pode tornar tudo mais difícil para você! Lembre-se sempre que a cólica não é culpa sua, não é uma doença, é fisiológico, é um amadurecimento do corpinho do seu bebê, e ela vai passar!

Fale para nós como você alivia a cólica de um bebe, já utilizou alguma destas técnicas?